Lugar de mães também é na ciência 🤓

Até a revista Nature já avisou: precisamos falar sobre mães cientistas e lutar por seus direitos ✊🏾.

Em 2021, a maior revista científica do mundo concedeu seu prêmio de melhor iniciativa para as mulheres na ciência para o grupo Parents in Science.

O movimento brasileiro foi criado em 2016 pela cientista Fernanda Staniscuaski, que lidou com várias dificuldades depois que teve seu primeiro filho.

Depois dos primeiros meses da maternidade, Fernanda acabou perdendo financiamentos, sob a alegação de que não produzia o suficiente 🤦🏼‍♀️

E quem é da Ciência sabe: as verbas para a pesquisa e as melhores vagas de docência ficam nas mãos de quem produz muito.

No documentário Fator F, da Gênero e Número, Fernanda e outras cientistas relataram a luta para produzir durante a gestação e após o nascimento dos filhos.

A professora da UFRRJ Moema de Castro Guedes destaca a importância das universidades para apoiar a carreira de cientistas que se tornam mães.

“Instituições como o CNPq e as universidades devem ter políticas para a maternidade. Senão reproduzimos a ideia de que só as mães cuidam”.

Moema de Castro Guedes, professora da UFRRJ

Desde que foi criado, o Parents in Science realiza estudos para entender os impactos da maternidade e da paternidade na carreira de cientistas brasileiros.

Em 2017 e 2018, o grupo fez uma pesquisa com 2,9 mil cientistas brasileiros. Desses, só 300 eram homens.

Mas a chegada do primeiro filho tinha impactado a produtividade das mulheres que responderam à pesquisa de forma bem mais significativa.

Em 2020, um outro estudo mostrou como a pandemia também foi mais desafiadora para cientistas que são mães

apenas

delas conseguiam trabalhar normalmente com suas pesquisas.

11%

Heading 3

fonte: parent in science

Além do reconhecimento internacional, o Parents in Science ajuda a pressionar diversos centros de pesquisa, que estão revendo suas políticas e concedendo bolsas para mães

O debate também chegou ao CNPQ, principal financiador de pesquisas públicas do Brasil.

Antes, a cientista que estava lidando com os primeiros meses da maternidade não tinha como explicar isso pelo currículo🤷🏽‍♀️

Sem a informação, a cientista era lida como uma pesquisadora que produz pouco 😤 

Agora, quem acessa o currículo vai entender o que aconteceu e a cientista que é mãe segue no páreo por vagas, verbas e respeito por sua trajetória ✊🏾 

acesse o site da gênero e número

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Gênero e Número

Instituto Serrapilheira/ Pixabay/ Unsplash/ Fator F - Produção Gênero e Número/ CNPQ - Canal Institucional/ Parents in Science/ Michel Corvello/ Rodrigo Chagas